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Social democracy based on welfare and the redistribution of social contributions is failing. The accumulation of wealth and the increase in inequalities are the two faces of Janus that social democracy has not been able to contain over... more
Social democracy based on welfare and the redistribution of social contributions is failing. The accumulation of wealth and the increase in inequalities are the two faces of Janus that social democracy has not been able to contain over the recent decades. In this context, it matters to discuss John Rawls’s influential difference principle. According to the maximin criterion put forth by Rawls, it does not suffice that no one becomes worse off; those who are worse off must also become better off than they are. Here, we note that the existence and growth of inequality find no opposition in the maximin rule. Despite appearances, strictly speaking it merely introduces a factor of social compensation, a sort of “assistencialism” to the victims of the greatest inequality. Even the most robust formulation of the principle of difference, according to which the greatest advantage to the less advantaged is indispensable, does not per se preclude an aggregate growth of inequalities. It seems clear that it was an egalitarian goal what Rawls had in mind in A Theory of Justice. Rawls’s critical comments on welfare capitalism must indeed not be forgotten—especially in his further explanations about the application of the principles of justice in a property-owning democracy. Here, as in liberal socialism, the dispersion of property, capital and resources prevents economic and political powers from being concentrated into the hands of a minority. However, the egalitarian aim does not strictly follow from the difference principle as stated, whether taken literally as an application of the maximin rule or inferring from its strongest formulation. A reformulation that does justice to the egalitarian aim of the principle of difference is, however, possible: namely, a degrowthist reformulation, truly requiring a degrowth in accumulation and inequalities, making explicit a brake clause that hinders the aggregate growth of inequalities. Such a degrowthist conception of the difference principle may justify some concrete rules that are able to enforce the egalitarian commitments of social democracy.
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Quando se aborda, de forma conceptual, o tema das relações entre política e género, é crucial notar, de forma distinta, dois aspectos dessa relação: poder identificar -se tanto um traço de política nos géneros como um traço de género na... more
Quando se aborda, de forma conceptual, o tema das relações entre política e género, é crucial notar, de forma distinta, dois aspectos dessa relação: poder identificar -se
tanto um traço de política nos géneros como um traço de género na política. Quanto ao primeiro aspecto, com efeito, a diferença de género culturalmente basilar, entre homem
e mulher, constituiu -se historicamente não apenas como uma diferença natural e culturalmente apropriada, mas como uma desigualdade de poder, que concede um primado de domínio de um género sobre o outro. Por isso, a diferença de género é logo política porque é realmente, mesmo conceptualmente, uma desigualdade. Na história ocidental não houve uma concepção do género independente de uma concepção política do género,
de cada género. E não apenas uma história ocidental remota, mas também a história moderna e contemporânea, com significativas continuidades nos dias de hoje. Mesmo um empreendimento de compreensão da diferença de género tão importante quanto a psicanálise, não se libertou desta naturalização de uma desigualdade política, pelo contrário contribuindo para a sua justificação.
Quanto ao segundo aspecto, na verdade trata -se de uma radicalização, pois não se trata de pôr a nu quanto de político há na construção da diferença de género, mas, além disso, que a própria política, na maneira como dominantemente a concebemos, pressupõe já a própria ideia de uma diferença de género. E neste segundo aspecto, elucidaremos duas formas pelas quais o género se mostra na política enquanto prática historicizada,
e que se deixam resumir numa só asserção — o sujeito da política é o masculino, o objecto da político é o feminino. Com isto, torna -se razoável interrogar se género e política não serão, desde a sua origem, noções interdependentes, com uma história comum, pelo menos no quadro da história ocidental.
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Para enfrentar a crise da democracia importa começar por pôr em crise o entendimento da democracia. Muito em particular, importa debater não tanto o convívio da democracia com o pluralismo, como se numa relação externa entre aquele e... more
Para enfrentar a crise da democracia importa começar por pôr em crise o entendimento da democracia. Muito em particular, importa debater não tanto o convívio da democracia com o pluralismo, como se numa relação externa entre aquele e este, que tanto desse para democracias liberais como para democracias iliberais, mas um entendimento da democracia constitutivamente pluralista, assente num equilíbrio variável de convívio entre princípios. Por outro lado, esses princípios devem poder deixar de ser formulados a partir do quadro histórico que dividiu democracias no século passado entre mais ou menos competitiva, ou mais ou menos participativas, para serem formulados em três polaridades que marcam o nosso tempo: autonomia vs. acção informada; igualdade formal vs. igualdade material; confiança vs. transparência. O ponto importante é que muitas geometrias devem ser possíveis mas a sobreposição em cada polarização de um polo a outro mata a democracia.
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La lecture de Jean-Paul Sartre présentée ici s’attache à ce qui peut être considéré comme le noyau d’une théorie de l’action dans la pensée de Sartre, en abordant ses implications éthiques. Au cours de l’analyse, je présenterai des... more
La lecture de Jean-Paul Sartre présentée ici s’attache à ce qui peut être considéré comme le noyau d’une théorie de l’action dans la pensée de Sartre, en abordant ses implications éthiques. Au cours de l’analyse, je présenterai des éléments qui permettent une perspective d’ensemble de la pensée éthique de Sartre. J’explorerai quelques passages significatifs, principalement de l’œuvre majeure de Sartre – L’Être et le Néant, son ontologie phénoménologique de 1943 – mais aussi à l’occasion d’autres œuvres à la fois antérieures et postérieures.

Mon étude découle de deux considérations ontologiques et se développe le long d’un ensemble de points délimitant principalement une théorie sartrienne de l’action et finalement une éthique sartrienne. Ces deux prémisses sous-jacentes relèvent de la pensée de Sartre sur la liberté et la volonté, toutes deux définies pratiquement dès l’origine à partir de son point de vue phénoménologique. Elles forment également toutes deux le cadre des pensées critiques qui ont suivi sur la théorie de l’action et l’éthique de Sartre.
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This essay aims to expose an inner linkage between the crisis of the human and the crisis of the humanities in our times. Inspired by a variation of Wittgenstein’s famous proposition “The limits of my language mean the limits of my... more
This essay aims to expose an inner linkage between the crisis of the human and the crisis of the humanities in our times. Inspired by a variation of Wittgenstein’s famous proposition “The limits of my language mean the limits of my world”, it is claimed that the humanities refer to the human through a common and singularising experience of limits of the human. However, arguably, it is precisely this experience of limits that is threatened since modernity has become a process of progressively literalising
reality, eliminating ambivalences, and trivialising meaning, with psychoanalytical and political consequences that we can see, for instance, in extreme ways, in today’s fundamentalist actions. Given these crisis aspects, I argue that the post-human experience provided by sci-fi is a rather important source of resistance for the human and the humanities.
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Este estudo busca definir, diferenciar e discutir, particularmente numa perspectiva sartreana, dois fenômenos psico(pato)lógicos comuns, caracteristicamente humanos, com frequência associados ou confundidos, especialmente na... more
Este estudo busca definir, diferenciar e discutir, particularmente numa perspectiva sartreana, dois fenômenos psico(pato)lógicos comuns, caracteristicamente humanos, com frequência associados ou confundidos, especialmente na contemporaneidade: angústia e ansiedade.
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O objetivo central deste artigo é desenvolver uma interpretação e uma compreensão do fenómeno político-social da austeridade nas suas relações com a instauração de um regime social de existência precária que se abateu, a partir de 2008,... more
O objetivo central deste artigo é desenvolver uma interpretação e uma compreensão do fenómeno político-social da austeridade nas suas relações com a instauração de um regime social de existência precária que se abateu, a partir de 2008, sobre Portugal e alguns países da Europa. Deste propósito resultam outros dois objetivos parcelares: por um lado, pretende-se caracterizar este processo como um regime social da precariedade nas suas condições existenciais mais estruturais, designadamente nas suas estruturas espaciotemporais; por outro, identificar os meios político-económicos pelos quais essas condições foram sendo instauradas, a partir de uma modificação profunda da vida social das populações. Analisar-se-ão as formas de desinstitucionalização decorrentes da implementação dos programas de austeridade e o seu impacto num conjunto de esferas sociais: na depreciação e desvalorização da atividade do trabalho, na incerteza da vivência espaciotemporal, no exercício da racionalidade no contexto da ação humana. Por fim, mostra-se como posicionamentos políticos de oposição à austeridade tendem a fundar a sua ação política subvertendo as condições espaciotemporais que a austeridade procura impor. Palavras-chave: austeridade, ideologia política, teoria social, trabalho Teoría social de la austeridad: para una crítica del proceso de precarización El objetivo central de este artículo es desarrollar una interpretación y una comprensión del fenómeno político-social de la austeridad en sus relaciones con la instauración de un régimen social de existencia precaria, que se cernió a partir de 2008 sobre Portugal y algunos países de Europa. De este propósito resultan otros dos objetivos partícipes: por un lado, se pretende caracterizar este proceso como un régimen social de la precariedad en sus condiciones existenciales más estructurales, principalmente en sus estructuras espacio-temporales; por otro, identificar los medios político-económicos por los que esas condiciones
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Proposta de releitura do livro de Álvaro Cunhal "O Partido com paredes de vidro" a partir da evocação que faz à metáfora da visibilidade e da transparência, com as suas consequências seja do ponto de vista da imagem que o partido... more
Proposta de releitura do livro de Álvaro Cunhal "O Partido com paredes de vidro" a partir da evocação que faz à metáfora da visibilidade e da transparência, com as suas consequências seja do ponto de vista da imagem que o partido comunista português ambicionava projectar numa época de charneira para o socialismo, quer no plano internacional quer no plano nacional, seja do ponto de vista dos princípios da sua organização interna.
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Resumo A presente leitura é divida em quatro partes. Começarei distinguindo três sentidos de exterioridade, de forma a esclarecer o conceito de exterioridade de Lévinas como foi exposto no ensaio Totalidade e Infinito e com o qual os... more
Resumo A presente leitura é divida em quatro partes. Começarei distinguindo três sentidos de exterioridade, de forma a esclarecer o conceito de exterioridade de Lévinas como foi exposto no ensaio Totalidade e Infinito e com o qual os termos outridade e experiência estão associados. Optei por colocar desta forma, para não ter que especificar cada um destes termos, pois eles serão clarificados ao longo da segunda e terceira parte. Inicialmente, discutirei outridade como experiência, experiência do outro, mas não-perceptiva, experiência pré-intencional, anterior mesmo à diferença entre consciência e inconsciencia. A seguir, invertendo a ordem dos termos, irei tratar experiência como outridade, isto é, experiência que, enquanto não cessa de ser experiência mantém uma relação de outridade. Lévinas escreve em Totalidade e Infinito: " experiência significa precisamente a relação com o outro absoluto ". Nos contornos desta discussão, irei comentar a resposta levinasiana à quinta Meditação Cartesiana de Husserl e, finalmente, aproximarei o pensamento de Lévinas à pesquisa neurológica de António Damásio. Na última sessão explorarei diferentes caminhos a fim de manter o seguinte paradoxo-superfíce não tem profundidade: superfície é profundidade. Abstract The present article is divided into four parts. I will begin by distinguishing three meanings of exteriority, so as to illuminate Lévinas' own concept of exteriority, as expounded in the essay Totality and Infinity and with which the terms otherness and experience are associated. I phrase it in this way so as to avoid specifying each of these terms, which I will attempt to clarify throughout the second and third parts. First, I will discuss otherness as experience, experience of the other, but non-perceptive, pre-intentional experience, prior even to the difference between consciousness and unconsciousness. Then, by inverting the order of the terms, I will address experience as otherness, i.e., experience which, while not ceasing to be experience, remains a relation of otherness. Lévinas writes in Totality and Infinity: " experience means precisely the relation with the absolute other. " 1 Within the frame of that discussion, I will comment on the levinasian response to the fifth of Husserl's Cartesian Meditations, and finally bring together Lévinas' thought and the neurological research of António Damásio. In the last section I will explore different ways to maintain the following paradox-surface has no depth: surface is depth.
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Este não é um paper nem trabalho científico, mas que, à falta de melhor, e não havendo mais exemplares em papel, fica guardado aqui.
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Neste ensaio procura-se aproximar o pensamento de Jean-Jacques Rousseau e Jean-Paul Sartre a partir da forma como conceptualizam os seus respectivos conceitos de liberdade. Sendo conceitos diferentes para âmbitos distintos, revelam... more
Neste ensaio procura-se aproximar o pensamento de Jean-Jacques Rousseau e Jean-Paul Sartre a partir da forma como conceptualizam os seus respectivos conceitos de liberdade. Sendo conceitos diferentes para âmbitos distintos, revelam contudo uma  ligação profunda ao articularem ambos psicologia e política, no que mostram uma tempestividade assinalável.
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Refletir sobre a possibilidade de uma clínica fenomenológico-existencial é ainda hoje um grande desafio para os profissionais e estudiosos deste campo. Por se tratar de um trabalho que parte da filosofia, este se revela por vezes mais... more
Refletir sobre a possibilidade de uma clínica fenomenológico-existencial é ainda hoje um grande desafio para os profissionais e estudiosos deste campo. Por se tratar de um trabalho que parte da filosofia, este se revela por vezes mais árduo, ao se mostrar carente de pressupostos psicológicos. No entanto, esta carência, longe de ser um impedimento, abre espaço para pensarmos em uma clínica desembaraçada das amarras cientificistas e positivistas que impregnaram a psicologia desde o seu nascimento. Frente a essa possibilidade, destacamos dentre as filosofias fenomenológicas e existenciais a de Jean-Paul Sartre, devido à constante preocupação presente em sua extensa obra de considerar criticamente as teorias psicológicas. É diante deste panorama que pretendemos, neste artigo, levantar algumas considerações sobre o desafio de pensar e realizar uma psicologia fenomenológico- existencial, tendo em vista a importância de sustentar o caráter crítico do qual ela é oriunda. Para tal, discutimos o problema da “importação” de conceitos por via de noções fundamentais do pensamento de Sartre, como liberdade e má-fé.
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This paper aims to clarify the precise scope in which three distinct fields of consideration of Sartre's thought, to the world of psychology, are constituted. Firstly, the field of a Sartrean phenomenological psychology, particularly... more
This paper aims to clarify the precise scope in which three distinct fields of consideration of Sartre's thought, to the world of psychology, are constituted. Firstly, the field of a Sartrean phenomenological psychology, particularly extended in the initial phenomenological investigations of Sartre. Second, the scope of a scheme for an existential psychoanalysis as an alternative and a response to Freudian psychoanalysis. Finally, the idea of a clinical practice inspired by Sartre's thought. It is critical to carry out these boundaries, overcoming misunderstandings, and encourage a caring and dialoguing attitude, especially with regard to aimed consequences to the idea of a clinical practice inspired on Sartre. In fact, this clinical practice from a sartrean perspective can only be build up based on the heuristic exploration, by the relationship between discovery and invention, of the legacies that Sartre has left in the form of an original phenomenological psychology and of an existential psychoanalysis.
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Colecção de ensaios que aborda a perplexidade suscitada por duas fortes convicções filosóficas. Uma defende a explicação da “Mente” através de acontecimentos nos nossos cérebros, numa dependência do mental sobre o neural. A outra defende... more
Colecção de ensaios que aborda a perplexidade suscitada por duas fortes convicções filosóficas. Uma defende a explicação da “Mente” através de acontecimentos nos nossos cérebros, numa dependência do mental sobre o neural. A outra defende que, apenas pelo cabal esclarecimento do que seja a experiência de uma mente, se poderá esperar uma explicação para aquilo que deveria explicar a mente. Daqui decorre uma questão a enfrentar: O que é a experiência mental e, em particular, a experiência mental consciente?
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É objectivo deste ensaio evidenciar que há um aspecto profundamente comunitário na dimensão do tempo interior, que se atesta na compreensão de sentimentos sociais como a culpa e a vergonha, ou nas soluções profundamente comunitárias,... more
É objectivo deste ensaio evidenciar que há um aspecto profundamente comunitário na dimensão do tempo interior, que se atesta na compreensão de sentimentos sociais como a culpa e a vergonha, ou nas soluções profundamente comunitárias, ainda que atreitas à lógica da razão pública, para feridas da memória e bloqueios da vida temporal comum, como o perdão.
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Este ensaio procurar evidenciar as condições do regime temporal implicado nas políticas designadas como de "austeridade" e que, demonstravelmente, contradizem o regime mais próprio de um modo de existência temporal austero. Por esta... more
Este ensaio procurar evidenciar as condições do regime temporal implicado nas políticas designadas como de "austeridade" e que, demonstravelmente, contradizem o regime mais próprio de um modo de existência temporal austero. Por esta razão, é defendido neste ensaio que as políticas da "austeridade" ficariam mais bem designadas sob o título de "austerismo".
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Neste pequeno ensaio, argumenta-se que, mais do que um problema de compatibilidade ou de incompatibilidade entre determinismo e livre-arbítrio, existe um problema de conflito entre duas concepções de livre-arbítrio, uma fundamentalmente... more
Neste pequeno ensaio, argumenta-se que, mais do que um problema de compatibilidade ou de incompatibilidade entre determinismo e livre-arbítrio, existe um problema de conflito entre duas concepções de livre-arbítrio, uma fundamentalmente determinística, outra fundamentalmente indeterminística. Por outras palavras, é menos o livre-arbítrio que está em causa no debate do que a maneira como o concebemos, a sua representação.
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Este estudo procura encontrar bases teóricas que enquadrem a ética pública a partir da influência de duas éticas da contenção: a ética da responsabilidade de Max Weber e a ética dos mínimos de Adela Cortina. Além disso, é defendida uma... more
Este estudo procura encontrar bases teóricas que enquadrem a ética pública a partir da influência de duas éticas da contenção: a ética da responsabilidade de Max Weber e a ética dos mínimos de Adela Cortina. Além disso, é defendida uma caracterização da corrupção como tendência eminentemente política, a que pode ser contraposta a ética pública, pensada como sua contra-tendência .
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By clarifying the radical ambivalence that constitutes the relations of tolerance, this article seeks to distinguish different aspects of tolerance that are articulated in an ambivalent way: rational/abstract tolerance and... more
By clarifying the radical ambivalence that constitutes the relations of tolerance, this article seeks to distinguish different aspects of tolerance that are articulated in an ambivalent way: rational/abstract tolerance and lived/phenomenological tolerance;
under- and overdeterminated tolerance; active and passive tolerance, among others. In terms of theoretical political reflection, this ambivalent structure is particularly sensitive
to distortions; reason enough for a careful effort in order to avoid partial descriptions that could allow a hypocritical use of tolerance. Subsequently, this article attempts to link tolerance, in its experiential roots, to a communally shared guilt background. In view of this relation, it is also proposed that such a common background is, in its essence, nothing but the subjective modes of temporality living. A final section of this article highlights the identity character as the specific character of the social phenomenon of discrimination in the wider context of intolerance phenomena.
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Procurar-se-á esclarecer a reemergência de um complexo identitário português, com o aparecimento de uma consciência de crise em Portugal, a partir de três autores que, à parte este aspecto de convergência, tendem a divergir... more
Procurar-se-á esclarecer a reemergência de um complexo identitário português, com o aparecimento de uma consciência de crise em Portugal, a partir de três autores que, à parte este aspecto de convergência, tendem a divergir consideravelmente quer na forma como se posicionam politicamente quer no modo como interpretam as perspectivas sobre a portugalidade que, no entanto, partilham.
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Desde as últimas décadas têm ressurgido evocações e usos da fenomenologia da intersubjectividade a propósito do enquadramento teórico da psicoterapia. Este artigo propõe-se perspectivar o impacto destes contributos da fenomenologia na... more
Desde as últimas décadas têm ressurgido evocações e usos da fenomenologia da intersubjectividade a propósito do enquadramento teórico da psicoterapia. Este artigo propõe-se perspectivar o impacto destes contributos da fenomenologia na questão da técnica terapêutica.
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Neste artigo, aborda-se o problema da intersubjectividade, não tanto por um motivo teórico, mas por se entender ser o problema que estrutura, consoante as respostas que lhe proporcionemos, as diferentes maneiras práticas como se encara... more
Neste artigo, aborda-se o problema da intersubjectividade, não tanto por um motivo teórico, mas por se entender ser o problema que estrutura, consoante as respostas que lhe proporcionemos, as diferentes maneiras práticas como se encara fenomenologicamente a relação com o outro.
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Conceptualmente, o tempo é independente da sua experiência – é possível dar uma descrição conceptual do tempo sem qualquer referência a termos de algum modo relacionados com a consciência subjectiva do tempo. No entanto, já no que... more
Conceptualmente, o tempo é independente da sua experiência – é possível dar uma descrição conceptual do tempo sem qualquer referência a termos de algum modo relacionados com a consciência subjectiva do tempo. No entanto, já no que respeita a uma fenomenologia da experiência subjectiva do tempo, pode ser posto em evidência que tal experiência do tempo é, ela mesma, e por si mesma, uma experiência temporal. Com efeito, os mesmo termos empregues numa descrição conceptual do tempo estão implicados na descrição fenomenológica de toda a percepção, incluindo a percepção do tempo. Isto vem autorizar uma caracterização da experiência subjectiva do tempo como tempo subjectivo. Finalmente, tomando por base esta natureza temporal da percepção do tempo, é sugerido um esquema explicativo para a nossa experiência quotidiana das assimetrias entre tempo subjectivo e tempo objectivo.
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Este artigo propõe-se expor os aspectos mais importantes do pensamento do filósofo português João Paisana, nos últimos trabalhos que publicou. É particularmente enfatizada a tarefa a que João Paisana de dedicou de pôr a descoberto,... more
Este artigo propõe-se expor os aspectos mais importantes do pensamento do filósofo português João Paisana, nos últimos trabalhos que publicou. É particularmente enfatizada a tarefa a que João Paisana de dedicou de pôr a descoberto, hermeneuticamente, uma teoria ética a partir de uma compreensão comunicacional da experiência.
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Neste artigo propõe-se uma distinção entre metáfora e comparação que as revela claramente heterogéneas, a saber, que a comparação é movida por uma semelhança de sentido, e a metáfora por uma composição referencial. Para alcançar este... more
Neste artigo propõe-se uma distinção entre metáfora e comparação que as revela claramente heterogéneas, a saber, que a comparação é movida por uma semelhança de sentido, e a metáfora por uma composição referencial. Para alcançar este resultado é feita uma sistematização de três condições para a metáfora e de três condições para a comparação, dando relevo à diferença de princípio entre ambas.
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On Faulkner’s The Sound and the Fury, Sartre wrote that «a Romanesque technique always leads us to the metaphysics of the novelist. The critic’s task lies in finding the latter before assessing the former». Sartre formulates this thesis... more
On Faulkner’s The Sound and the Fury, Sartre wrote that «a Romanesque technique always leads us to the metaphysics of the novelist. The critic’s task lies in finding the latter before assessing the former». Sartre formulates this thesis in universal and prescriptive terms which are necessarily debatable. If literature always were metaphysical, would criticism itself have to be primarily metaphysical? Setting aside disputes on definitions of literature, even of philosophy, and casting improbable generalisations, I will seek to demonstrate that metaphysical criticism is Sartre’s philosophical choice. It is as a metaphysical critic, in other words, as a philosopher and a phenomenologist that Sartre discusses the metaphysics of time in The Sound and the Fury or the metaphysics of the absurd in Camus’ L’Étranger.
But is choice not arbitrary? According to Sartre, it is not even of the realm of the arbitrary, which would shed some light on the way Sartre approaches the relation between philosophy and literature, and even between his own literature and his phenomenological philosophy. Does literature serve as illustration for philosophy? Would that imply that there are adequate and inadequate illustrations? And that there is veracity and a persuasive function in those illustrations? In essence, is it a matter of asking more from literature: that it constitute evidence and serve as coactive force for philosophy? It seems that Nausea thinks Being and Nothingness through, and that Proust and Faulkner deflate metaphysics in the eyes of the critic Sartre.
In any case, literature is seen feeding philosophy with reality, even from within philosophy itself, bearing in mind literary descriptions of angst or ill-will in Being and Nothingness; precisely as though fiction instilled realism into philosophy, or at least into phenomenology.
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Neste enaio são salientados aspectos do ateísmo de Jean-Paul Sartre que o tornam particularmente distinto das apresentações mais habituais do ateísmo, assentes na tese de que Deus não existe. Para Sartre, a questão da existência de Deus... more
Neste enaio são salientados aspectos do ateísmo de Jean-Paul Sartre que o tornam particularmente distinto das apresentações mais habituais do ateísmo, assentes na tese de que Deus não existe. Para Sartre, a questão da existência de Deus em nada contribui para a questão existencialmente vivida sobre o sentido ou o absurdo da existência. O ateísmo de Sartre não é ôntico, mas ontológico e tem no Existencialismo um esforço de compreensão consequente.
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On Faulkner’s The Sound and the Fury, Sartre wrote that «a Romanesque technique always leads us to the metaphysics of the novelist. The critic’s task lies in finding the latter before assessing the former». Sartre formulates this thesis... more
On Faulkner’s The Sound and the Fury, Sartre wrote that «a Romanesque technique always leads us to the metaphysics of the novelist. The critic’s task lies in finding the latter before assessing the former». Sartre formulates this thesis in universal and prescriptive terms which are necessarily debatable. If literature always were metaphysical, would criticism itself have to be primarily metaphysical? Setting aside disputes on definitions of literature, even of philosophy, and casting improbable generalisations, I will seek to demonstrate that metaphysical criticism is Sartre’s philosophical choice. It is as a metaphysical critic, in other words, as a philosopher and a phenomenologist that Sartre discusses the metaphysics of time in The Sound and the Fury or the metaphysics of the absurd in Camus’ L’Étranger.
But is choice not arbitrary? According to Sartre, it is not even of the realm of the arbitrary, which would shed some light on the way Sartre approaches the relation between philosophy and literature, and even between his own literature and his phenomenological philosophy. Does literature serve as illustration for philosophy? Would that imply that there are adequate and inadequate illustrations? And that there is veracity and a persuasive function in those illustrations? In essence, is it a matter of asking more from literature: that it constitute evidence and serve as coactive force for philosophy? It seems that Nausea thinks Being and Nothingness through, and that Proust and Faulkner deflate metaphysics in the eyes of the critic Sartre.
In any case, literature is seen feeding philosophy with reality, even from within philosophy itself, bearing in mind literary descriptions of angst or ill-will in Being and Nothingness; precisely as though fiction instilled realism into philosophy, or at least into phenomenology.
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"No último quartel do Séc. XX, instalou-se na Filosofia da Linguagem um vivo debate entre duas teorias acerca da referência, a teoria descritivista, formulada por Bertrand Russell e com raízes na filosofia de Frege, e, a desafiar esta, a... more
"No último quartel do Séc. XX, instalou-se na Filosofia da Linguagem um vivo debate entre duas teorias acerca da referência, a teoria descritivista, formulada por Bertrand Russell e com raízes na filosofia de Frege, e, a desafiar esta, a teoria causal da referência, sob o impulso de Putnam e de Kripke. Há, por outro lado, importantes estudos do pensamento de Husserl, centrados sobretudo em "Ideias I", que dão conta da possibilidade de uma sua leitura fregeana.
O intuito deste estudo reside, primeiramente, em mostrar que, não obstante essas leituras, os aspectos semânticos mais originais na fenomenologia de Husserl e, além disso, também mais interessantes para o debate sobre o problema da referência, se  encontram logo na Primeira das "Investigações Lógicas".
Com efeito, nesse texto, cremos ser possível mostrar que a teoria da expressão de Husserl não se ajusta nem à teoria descritivista nem à teoria causal da referência.
As razões do desajustamento, segundo tese que propomos,  prendem-se com o facto de ambas as teorias da referência, descritivista e causal, disputarem entre si o problema da fixação da referência das expressões como se esse fosse o problema de saber o que faz com que as expressões refiram.
Mostrar que não é assim com Husserl, conduz-nos a um terceiro problema, na obra póstuma "Experiência e Juízo", sobre a constituição dos referentes, enquanto objectos de uma relação directa ao individual, ou seja, enquanto objectos de experiência. Quererá isto dizer, concluindo, que o problema da referência, antes de respeitar às expressões referenciais, respeita à própria experiência e que tal problema deverá, por isso, resolver-se na constituição passiva e ante-predicativa da experiência. "
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